Contrato de Vesting: O que é e como ele poderá salvá-lo

Contrato de Vesting: O que é e como ele poderá salvá-lo

Contrato de Vesting é um dos mais importantes tópicos em um contrato entre os sócios, e muitos fundos de capital de risco pedem para que a empresa o tenha. Entenda aqui como isso pode ajudar você, a sua startup e os seus investidores.

O que é um contrato de Vesting?

Você já viu que esta na hora certa de empreender, mas agora algo importante vêm a sua mente… Como faremos o contrato? Como vou assegurar que um cofundador não vá sair da empresa e levar 20%, 30% ou 40% dela em um piscar de olhos? E pra isso temos o Vesting.

Então sem enrolar, o contrato de vesting fará com que você consiga a % da sua empresa conforme os anos se passam.

Exemplo em uma startup com 4 fundadores e cada um possui 25% da empresa:

  • Fundador 1: 25%
  • Fundador 2: 25%
  • Fundador 3: 25%
  • Fundador 4: 25%

No contrato de vesting cada um deles irá receber uma fatia dessa porcentagem a cada ano que se passa, para facilitar vamos colocar 4 anos de vesting e citar o exemplo de um dos fundadores:

  • Ano 1: 6.25%
  • Ano 2: 12.5%
  • Ano 3: 18.75%
  • Ano 4: 25%

Neste exemplo é possível notar que o fundador da empresa terá os 25% dela apenas no quinto ano. Essa regra é valida para os demais fundadores e sempre deve ser respeitada o mesmo período de vesting para todos. Não se deve ter períodos de vesting diferentes.

Contrato de Vesting
Muitos empreendedores acabam perdendo tempo e dinheiro por não realizarem um bom contrato no início da startup. Vesting é apenas um dos contratos que podem ajudar você a evitar futuros problemas.

Qual a vantagem do contrato de Vesting?

A principal vantagem do contrato de vesting é a sua segurança. Você nunca sabe se estará contratando o melhor cofundador para a sua empresa. E aqui eu apresento uma lista rápida das principais vantagens:

  • Redução de custos: caso um dos fundadores não se encaixe no perfil da empresa, ele poderá ser demitido e não levará uma fatia grande da empresa com ele. Isso irá reduzir custos e diminuirá o impacto no fluxo de caixa.
  • Menos burocracia: É melhor começar certo do que arrumar um contrato no meio do caminho. Se a startup já iniciou com um contrato bem definido, ela não terá burocracia na hora que for necessário demitir alguém ou caso um cofundador queira sair.
  • Profissionalismo: Fundos de capital de risco gostam de ver profissionalismo e eles preferem startups que tenham conhecimento de vesting e já tenham algo pré-determinado no contrato.
  • Menor Risco: O contrato de vesting deixará a empresa com menos risco em saber se o cofundador é o correto para o trabalho, afinal se ela sair não levará muito, ou até menos nada! (entenda o porquê abaixo).

Quais são as boas práticas?

Obviamente que a melhor forma de criar o seu contrato de vesting é com um advogado especializado em startups e fundos de capital de risco. Porém, aqui eu listo 2 práticas no mercado americano em que você poderá encontrar semelhança com o brasileiro:

  • Período de Vesting: A prática é de 4 anos de vesting, um período menor que este irá aumentar o seu risco.
  • Período de Carência: normalmente é de 1 ano. Ou seja, se um cofundador sair em menos de um ano, ele levará ZERO. Esse cofundador apenas terá o seu início de vesting quando completar um ano, no exemplo citado seria de 6.25%.

O sucesso de uma startup não é apenas a ideia, mas é tudo o que está por trás dela. Caso o contrato, equipe, cultura e demais variáveis também não estejam alinhados, a startup perde o seu timing e potencial de crescimento.

Esse é um dos tópicos que também tem relevância com a aula Founder’s Dilemma que já descrevi em outro post.

E você, já conhecia sobre vesting?

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